Locação de imóveis residenciais cresce 19,25%
Novos inquilinos preferem apartamentos e
aluguel até R$ 800. Fiador continua sendo a principal forma de
garantia nos contratos.
São Paulo, SP
- A locação de
imóveis residenciais começou o ano com alta de 19,25% na
cidade de São Paulo. Segundo levantamento realizado pelo
Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado
de São Paulo), as 400 imobiliárias pesquisadas alugaram
645 imóveis, o que fez o índice de locação
subir de 1,3522 em dezembro para 1,6125 em janeiro.
A maioria dos
imóveis alugados no período - 59,16% - situou-se na faixa
de até R$ 800,00 mensais. Os apartamentos tiveram a
preferência dos novos inquilinos, com 55,04% do total de
contratos formalizados nas imobiliárias consultadas.
A pesquisa
registrou alta do aluguel em 13 tipos de imóveis e baixa em 12
tipos, conforme o tamanho e localização. O aluguel que
mais subiu foi o de casas de três dormitórios localizadas
na Zona B, onde estão bairros como Aclimação, Alto
da Lapa e Paraíso - o valor médio do m2 passou de
R$1.200,00 para R$1.650,00, uma alta de 37,5%.
A maior baixa
também aconteceu na Zona B. Casas de dois dormitórios,
que eram alugadas em média por R$1.228,57 em dezembro, foram
contratadas em média por R$826,00 em janeiro, uma
redução de 32,77%.
O fiador
continuou sendo a principal forma de garantia dos contratos, com
presença em 47,66%, seguido pelo depósito
caução (32,46%) e pelo seguro fiança (19,88%).
"O resultado de
janeiro confirma a tradição de ser um mês quente
para as locações", diz José Augusto Viana Neto,
presidente do Creci-SP. "É o mês em que muitas
famílias aproveitam as férias escolares para mudar de
casa e é também a época em que muitos estudantes
universitários, vindos do interior e de outros Estados, alugam
imóveis, preferencialmente perto dos locais onde vão
estudar".
Venda de usados - Ao contrário da
locação, as vendas recuaram 11,81% em janeiro na
comparação com dezembro de 2009. As 400
imobiliárias consultadas fecharam 146 contratos no
período, e o índice de vendas da Capital ficou em 0,3650
- em dezembro, havia chegado a 0,4139.
Apartamentos
dominaram amplamente as vendas de usados, representando 93,84% do total
de contratos assinados. Os imóveis mais vendidos foram os de
valor acima de R$ 200 mil, com 57,45% dos contratos.
A pesquisa
registrou alta de preços em 5 tipos de imóveis e baixa em
2 tipos. O imóvel usado cujo preço mais aumentou foi o
apartamento de padrão médio, construído há
mais de 15 anos e situado em bairros da Zona B - o valor médio
do metro quadrado saltou de R$ 1.852,09 em dezembro, para R$3.563,75 em
janeiro, alta de 92,42%.
A maior queda de
preço foi a de apartamentos de padrão médio e
localizados em bairros populares da Zona E, como Brasilândia,
Campo Limpo e Cangaíba. O preço médio desses
imóveis com mais de 15 anos de construção baixou
11,91%, de R$ 2.156,86 o metro quadrado em dezembro para R$ 1.900,00 em
janeiro.
A maioria dos
imóveis foi vendida à vista (61,7% do total). Os
financiamentos da Caixa Econômica Federal responderam por 34,04%
das vendas e os dos demais bancos por 4,26%.
Fonte site imovelweb.com.br